Procurador-Geral de Justiça do Rio denuncia uso politico do GAECO

Procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos. (Reprodução)JUSTIÇAProcurador-Geral de Justiça do Rio denuncia uso politico do GAECO  MAZOLA4 horas ago 0  3 min read  11578

Redação –

Procurador-Geral de Justiça do Rio lamenta uso de cargo para fins eleitorais de integrantes do Gaeco.

O Procurador-Geral de Justiça, Luciano Mattos, que acaba de ser reconduzido ao cargo pelo governador do Estado, reagiu por meio de nota oficial à atitude de procuradores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), que renunciaram aos cargos em protesto contra a sua permanência. Além disso, os integrantes do Gaeco já haviam sido exonerados.

Embora os procuradores indiquem o procurador geral de sua preferência, formando uma lista tríplice dos mais votados, o governo não tem o dever legal de acatar a ordem desta indicação. Luciano Mattos já é o procurador geral e foi apenas confirmado na função que já ocupa.

Eis a nota do procurador Luciano Mattos:

“O Procurador-Geral de Justiça lamenta profundamente a postura de alguns integrantes do GAECO que, de forma dissociada do interesse público que deve nortear suas ações, se utilizam dos seus cargos para fins meramente eleitorais da política interna, expondo negativamente o Ministério Público e colocando em risco a higidez dos trabalhos em andamento. Informa, ainda, que o pedido formulado e divulgado para a imprensa é nitidamente inócuo, já que todos os integrantes foram exonerados por ato publicado no DO do último dia 10, com eficácia a partir do dia 17 de janeiro.”

Leia também: EDITORIAL – A pretensão do GAECO

Leia abaixo a íntegra da nota dos promotores do Gaeco:

Prezados colegas

Comunicamos à classe que hoje, em razão da quebra do compromisso assumido e ratificado pelo Exmo. Sr. Procurador-Geral de Justiça, 29 Promotores de Justiça membros do GAECO (os 03 integrantes da coordenação e 26 membros) pediram exoneração de seus cargos. Não se desconhece a publicação da exoneração de todos os membros integrantes da administração a contar do dia 17 de janeiro, porém os subscritores entenderam que, dada a gravidade do ato praticado pelo Chefe da Instituição, seria indispensável um posicionamento expresso através de um pedido de exoneração a partir de amanhã. Nos despedimos com duas últimas operações hoje realizadas, deixando registrado que, apesar do anseio dos membros ser o prosseguimento dos trabalhos, dada sua sensibilidade e relevância, certos princípios são intransigíveis.

Atenciosamente

Bruno Corrêa Gangoni
Promotor de Justiça

Roberta Dias Laplace
Promotora de Justiça

Fabiano G. Cossermelli Oliveira
Promotor de Justiça
Juliana Amorim Cavalleiro
Promotora de Justiça

Juliana da Gloria Pompeu Brando
Promotora de Justiça

Michel Queiroz Zoucas
Promotor de Justiça

Eduardo Fonseca Passos de Pinho
Promotor de Justiça

Carlos Eugênio Greco Laureano
Promotor de Justiça

Diogo Erthal Alves da Costa
Promotor de Justiça

Flavia Maria de Moura Machado
Promotora de Justiça

Jorge Luís Furquim W. Abdelhay
Promotor de Justiça

Marcos Martins Davidovich
Promotor de Justiça

Fabio Miguel de Oliveira
Promotor de Justiça

Bruno Gaspar de Oliveira
Promotor de Justiça

Paula de Castro Cordeiro Campanário
Promotora de Justiça

Rômulo Santos Silva
Promotor de Justiça

Antônio Carlos Fonte Pessanha
Promotor de Justiça

Sérgio Luís Lopes Pereira
Promotor de Justiça

Luís Fernando Ferreira Gomes
Promotor de Justiça

Leonardo Yukio D.dos Santos Kataoka
Promotor de Justiça

Plinio Vinicius D’Avila Araújo
Promotor de Justiça

Marcelo Maurício Barbosa Arsênio
Promotor de Justiça

Rafael Dopico da Silva
Promotor de Justiça

Renata Mello Chagas
Promotora de Justiça

Matheus Gabriel dos Reis Rezende
Promotor de Justiça

Mariana Segadas Acylino de Lima
Promotora de Justiça

Caren Saisse Villardi
Promotora de Justiça

Rogério Lima Sá Ferreira
Promotor de Justiça

Adriana Silveira Mandarino
Promotora de Justiça

Fonte: Agenda do Poder

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